Do mesmo modo que se criaram os termos dúzia para representar um conjunto de 12 unidades e centena para representar um conjunto de 100 unidades, os químicos criaram o termo mol para indicar um conjunto de entidades elementares, que podem ser: átomos, prótons, nêutrons, elétrons , íons e moléculas.
O mol é o análogo da “dúzia”. Uma dúzia sempre será 12 unidades e não importa do que. Por exemplo, 1 dúzia de ovos sempre serão 12 ovos, assim como como 1 dúzia de laranjas sempre serão 12 laranjas. Em química, não contamos átomos, elétrons, íons e moléculas usando a dúzia, usa-se o mol.
A palavra mol foi introduzida na Química por Friedich Wilhem Ostwald, Imagem 1, professor de Físico-Química e Prêmio Nobel de 1909. A palavra mol vem do latim mole, que significa “monte”, “amontoado” ou “quantidade”. Foi a partir da palavra mole que se originou o termo molécula, que significa, pequena quantidade. Em química define-se mol como a quantidade de matéria de um sistema que contém tantas entidades elementares quantos são os átomos contidos em 0,012 kg (12 g) de carbono-12.

Mas, afinal, quanto vale 1 mol? Hoje sabe-se que seu valor é aproximadamente 602.000.000.000.000.000.000.000 (abreviadamente 6,02 x 1023), ou seja, 602 sextilhões! A esse valor foi dado o nome de Constante de Avogadro, em homenagem ao físico italiano do século XIX, Lorenzo Romano Amedeo Carlo Avogadro, Figura 1. Avogadro intuiu que esse valor seria constante, mas somente técnicas mais modernas permitiram determinar seu valor numérico.

Atualmente a Constante de Avogadro pode ser determinada, com razoável precisão, por vários métodos: eletrólise, emissões radioativas e raios X (medindo-se a distância entre os átomos num cristal). É importante ressaltar que os vários métodos dão resultados concordantes.
O SI (Sistema Internacional de unidades) estabelece que quando se utiliza o mol, as entidades elementares devem ser especificadas, podendo ser átomos, moléculas, íons e elétrons, assim como outras partículas ou agrupamentos especificados em tais partículas. Exemplificando:
1 mol de moléculas = 6,02 x 1023 moléculas.
1 mol de átomos = 6,02 x 1023 átomos.
1 mol de íons = 6,02 x 1023 íons.
1 mol de elétrons = 6,02 x 1023 elétrons.
Enfim, o mol deve ser entendido como quantidade de matéria ligada a um número de partículas uma noção tão simples quanto dúzia, cento, resma, milheiro, etc.
Agora vou deixar um desafio para você!
Imagine que você consiga contar um número por segundo, sem parar jamais. Quantos anos seriam gastos para se chegar a 1 mol (6,02 x 1023)?
Siga o raciocínio! 1 hora tem 60 minutos. Cada minuto tem 60 segundos, ou seja, são 3.600 segundos. Assim, após 1 hora contando, você chegaria ao número 3.600 (três mil e seiscentos). Um dia tem 24 horas. Então, após 1 dia contando sem parar, você chegaria ao número 86.400 (oitenta e seis mil e quatrocentos), que equivale a 3.600 multiplicado por 24 horas. Após 1 ano (com 365 dias) você chegaria ao número 31.536.000 (trinta e um milhões, quinhentos e trinta e seis mil), que equivale a 86.400 multiplicado por 365 dias.
Daqui para frente, faça um cálculo por regra de três para ver em quantos anos você chegaria ao fim, ou seja, a 1 mol (6,02 x 1023)!
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Para usar este texto como referência no seu trabalho escolar ou acadêmico utilize:
Nelo, R. A. Mol – quantidade de matéria. Olhar químico. Disponível em: https://olharquimico.com/2018/03/04/mol-quantidade-de-materia/
REFERÊNCIAS
- Atkins, Peter.; Jones, Loretta. Princípios de Química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. Porto Alegre: Bookman, 2012.
- Fonseca, Martha. R. M. Química: meio ambiente, cidadania, tecnologia. São Paulo: FTD, 2010. v.1, 29 p.
- Peruzzo, Francisco. M.; Canto, Eduardo. L. Química na abordagem do cotidiano. São Paulo : Moderna, 2006.
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vou começar a contar já agora até seis sextilhões, é rapidinho rs
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6.000.000.000.000.000.000.000
86.400×365=31.236.000
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